Manta de afetos



DIA DOS NAMORADOS
Escreve um poema para alguém que gostes muito...


Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

Sophia de Mello Breyner Andresen




História do Dia de S. Valentim
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum em homenagem a São Valentim. O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que tinha proibido o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar a celebrar casamentos, ele casou-se secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele apaixonou-se pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de Fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimónio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
A associação deste dia com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
CAIXA DE CORREIO





 Está afixada na sala de convívio dos alunos uma Caixa de Correio onde os alunos podem colocar dúvidas relacionadas com a Educação para a Saúde e Educação Sexual, às quais serão dadas respostas num placard.



   ES - ESPAÇO SAÚDE

   No ES (Espaço Saúde) poderás colocar dúvidas e problemas sobre o teu bem-estar físico e psicológico a pessoas que te poderão ouvir e ajudar; vamos tentar encontrar algumas respostas, fornecer-te informação e, caso seja necessário, proceder a encaminhamento.
    A equipa do ES está disponível para te conhecer e  aconselhar, de forma individual mas também em grupo. No cartaz podes consultar o horário de funcionamento do gabinete.


Está aqui um video interessante sobre Síndrome de Burnout em professores...(apesar de estar em português do Brasil)
 
SAÚDE DO PROFESSOR
Sabes aquele professor apático, cansado e irritado? Ele nem sempre foi assim. Ele já foi alguém animado e comprometido com a sua profissão. Ele já foi um profissional responsável e perseverante. Ele já foi idealista e sonhador. O que terá acontecido no seu percurso que o tornou um profissional tão “apagado”?
 O professor está doente. O professor está cansado! O professor está farto! Excesso de trabalho, de burocracia, indisciplina na sala de aula, violência verbal e física, pressão de pais e encarregados de educação de alunos, desgaste físico e psicológico, oportunidades de carreira pouco interessante, descontos no seu salário, medo de perder o emprego e, principalmente, a falta de reconhecimento da sua atividade são algumas das causas de stresse, ansiedade e depressão que vêm acometendo os docentes.
O trabalho devia ser fonte de realização e prazer, mas pode causar sofrimento e enfermidades.
Entre as queixas mais frequentes estão as dores musculares, dores de cabeça, stresse.
O stresse já é reconhecido por organismos internacionais como “enfermidade profissional”, cujos efeitos atingem o ambiente escolar. É considerado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) não somente como um fenómeno isolado mas, “um risco ocupacional significativo”.
Estudos realizados em diversos países da América e da Europa têm demonstrado que os docentes estão permanentemente sujeitos a uma deterioração progressiva da sua saúde.
Partindo da hipótese de que as condições de trabalho - excesso de tarefas e ruídos, pressão por requalificação profissional, falta de apoio institucional e de docentes em número necessário, entre outras - geram um sobre esforço na realização das suas tarefas, o estudo conclui que os resultados aferidos nas diversas cidades são convergentes e que os professores estão mais sujeitos que outros grupos a terem transtornos psíquicos de intensidade variada.
Na atualidade, o papel do professor não é apenas o de transmitir conhecimentos ao aluno. Enquanto educador, a extensão de seu trabalho ultrapassa os limites da sala de aula, de forma a garantir uma articulação entre a escola e a comunidade. O professor, além de ensinar, tem também como tarefa participar de todo o processo educativo, desde a gestão até o planeamento escolar.
O caminho para encontrar a melhoria na qualidade de vida tem que vir de dentro para fora. O conceito de bem-estar deve partir da própria pessoa. E isso torna-se uma agravante, pois verificamos nos docentes uma jornada de trabalho excessiva, muitas vezes, ocupando os três turnos, gerando pouco tempo livre destinado ao lazer. O stresse torna-se então crónico, os professores ficam cada vez mais cansados, sem perspetivas de crescimento, irritam-se com facilidade.
“Burnout”, a síndrome da desistência do educador, que pode levar à falência da educação”

Síndrome de Burnout
A Burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a Burnout reconhece-se pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, novas ideias, concentração, autoconfiança e humor.
As principais causas da doença são: políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina; atitude e comportamento dos administradores e gestores; avaliação dos administradores e supervisores; atitude e comportamento de outros professores e profissionais; carga de trabalho excessiva; oportunidades de carreira pouco interessante; baixo status da profissão de professor; falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem; alunos barulhentos; lidar com os pais.
“Mal-estar docente” - “Algo que sabemos que não vai bem, mas não somos capazes de definir o que não funciona e por quê”.
Nos casos mais sérios, os sintomas acabam por afastar os profissionais da sala de aula.
Mas é importante que o direito de estudar acompanhe o direito de ter condições para oferecer uma boa aula.
Como prevenir ou tratar problemas de saúde dos professores? Ações que, se bem articuladas, contribuem para a sua saúde e bem-estar e incitam a um melhor desempenho profissional, tendo impacto positivo na qualidade da Educação:
• Receber o apoio dos órgãos da direção;
• Poder contar com o apoio dos colegas;
• Manter a indisciplina sob controlo;
• Ter boas condições de trabalho;
• Estar por dentro do projeto pedagógico;
• Manter-se em constante formação;
• Dispor de horários para estudo e lazer;
• Progressão na carreira;
• Ser prestigiado…
Como construir saúde nestas circunstâncias? Como escapar da clausura do individualismo, que tanto nos faz sofrer por acreditarmos que há algo em nós que está errado e que precisa ser remediado? Como resistir aos tentáculos da racionalidade biomédica que,…, nos classifica como doentes? Que estratégias podemos sugerir aos professores neste combate à medicalização da vida?

A Equipa da Saúde deseja a todos os professores um ótimo final de ano letivo!